O ponto cego do monitoramento: por que a boia de água não basta para proteger seu tanque
Os sistemas automáticos de medição de tanques elevaram o padrão de segurança e controle nos postos. Mesmo assim, há um detalhe que muitas vezes passa despercebido: a boia tradicional, instalada nas sondas, só consegue identificar água pura, o que não é suficiente para detectar um dos problemas mais críticos da gasolina com etanol. Quando a água entra no tanque, ela nem sempre permanece isolada no fundo — parte pode se misturar ao etanol e formar uma fase intermediária que as boias convencionais simplesmente não reconhecem.
Quando isso acontece, a operação fica vulnerável a um ponto cego. A boia comum não reage a essa nova fase porque ela tem densidade diferente da água pura. Para o sistema, tudo parece dentro da normalidade — mas, na prática, o tanque pode estar começando um processo de contaminação que ainda não deu sinais externos.
A separação de fases evolui de forma silenciosa. Enquanto a água e o etanol se combinam no tanque, o combustível remanescente perde suas características originais. Quando o impacto aparece, ele costuma vir na forma de filtros obstruídos, bombas falhando, abastecimentos interrompidos ou, pior, veículos retornando ao posto com reclamações. Em muitos casos, o problema só é identificado quando já houve prejuízo.
Detecção precoce e resposta rápida
Essa dificuldade de detecção levou ao desenvolvimento da boia de separação de fases da Gilbarco Veeder-Root, pensada justamente para fechar essa lacuna dos sistemas tradicionais. Instalado em conjunto com sondas TLS-4 e MAG Plus, o equipamento utiliza dois sensores calibrados para densidades diferentes: um reconhece água pura; o outro, a fase etanol+água que se forma durante o processo de separação. Dessa forma, o sistema detecta ambas as condições, identifica o início da contaminação e sinaliza qualquer alteração que possa comprometer o abastecimento.
Quando qualquer uma dessas duas ocorrências é identificada — a fase etanol+água ou a água pura — o console envia um alerta automático ao operador, que pode isolar o tanque, investigar a origem da contaminação e tomar medidas preventivas, evitando que o problema avance até as bombas e chegue aos veículos dos clientes.
Ao complementar o monitoramento existente, a boia de separação de fases acrescenta uma camada extra de proteção ao controle do tanque, reduz o risco de contaminação e amplia a confiabilidade da operação — especialmente em um cenário em que a gasolina etanolizada, comercializada no país com até 30% de etanol, exige atenção redobrada.
Quer eliminar o ponto cego do seu sistema de monitoramento?
Se você quer ampliar a segurança do seu sistema de monitoramento, a equipe técnica da Gilbarco Veeder-Root está preparada para orientar sobre a instalação e a configuração da boia de separação de fases em conjunto com os sistemas TLS e sondas MAG Plus.
Nosso suporte especializado ajuda a garantir leituras precisas, respostas rápidas e operação alinhada às normas vigentes.



